Sinopse do Livro Infantil - As Fábulas de Esopo: Adaptação em português, para o público infantil, do clássico da literatura universal, com linguagem acessível e primorosa programação visual.Uma boa ação ganha outra. Pequenos amigos podem ser grandes amigos. Mais vale uma vida simples e sossegada que muito luxo com perigos e preocupações. Esses e outros ensinamentos aparecem no fim de cada uma das divertidas fábulas reunidas neste volume.
Num belo dia inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comidas. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado molhados. De repente aparece uma cigarra: _Por favor, formiguinhas, me dêem um pouco de comida! As formigas pararam de trabalhar, coisas que era contra seus princípios, e perguntaram: _Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida para o inverno? Falou a cigarra: _Para falar a verdade, não tiva tempo. Passei o verão todo cantando! Falaram as formigas: _Bom... Se você passou o verão todo cantando, que tal passar o inverno dançando? E voltaram para o trabalho dando risadas.
Moral da história: Os preguiçosos colhem o que merecem.
Reeleitura da fábula "A Cigarra e a Formiga", de La Fontaine:
Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra que eram muito amigas. Durante todo o Outono, a formiguinha trabalhou sem parar, a fim de armazenar comida para o período de Inverno. Não aproveitou nada do Sol, da brisa suave do fim da tarde, dos lindos pôr-do-sol do Outono nem da conversa com as amigas. Só vivia para o trabalho!
Enquanto isso, a cigarra não desperdiçou um minuto sequer: cantou durante todo o Outono, dançou, aproveitou os tempos livres, sem se preocupar muito com o Inverno que estava a chegar.
Então, passados alguns dias, começou a arrefecer. Era o Inverno que estava a bater à porta.
A formiguinha, exausta, entrou na sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. Entretanto, alguém chamava pelo seu nome do lado de fora da toca e, quando abriu a porta, ficou surpresa: era a sua amiga cigarra, vestida com um maravilhoso casaco de lã e com uma mala e uma guitarra nas mãos.
- Olá, amiga! - cumprimentou a cigarra.
- Vou passar o Inverno em Paris. Será que você podia cuidar da minha toca?
- Claro! Mas o que aconteceu para você ir para Paris? A cigarra respondeu-lhe:- Imagine você que, na semana passada, eu estava a cantar num restaurante e um produtor gostou tanto da minha voz que fechei um contrato de seis meses para fazer espectáculos em Paris.
A propósito, amiga, deseja algo de lá?
A formiguinha respondeu:- Desejo, sim: se você encontrar por lá um tal de La Fontaine, o que escreveu a nossa história, mande-o esfregar-se em urtigas...
Moral da história:
Aproveite a sua vida, saiba dosear trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício nas fábulas do La Fontaine
Francês de origem burguesa, nascido na região de Champagne, foi autor de contos, poemas, máximas, mas com as fábulas ganhou notoriedade mundial. Resgatando fábulas do grego Esopo (século VI a. C.) e do romano Fedro (século I d. C.), os textos de La Fontaine não apresentam grande originalidade temática, mas recebem um tempero de fina ironia. O autor francês não só tornou mais atuais as fábulas de Esopo, como também criou suas próprias, dentre elas "A cigarra e a formiga" e "A raposa e as uvas".
Contemporâneo de Charles Perrault, freqüentava a corte do Rei Sol - Luís XIV, de onde extraiu informações para sua crítica social. Integrou o chamado "Quarteto da Rue du Vieux Colombier", composto também por Racine, Boileau e Molière. Participou da Academia Francesa com ingresso em 1683, em que sucedeu o famoso político Colbert, a quem se opunha ideologicamente.
Estreou no mundo literário em 1654 com uma comédia. A publicação da primeira coletânea de fábulas data de 1668, sucedida de mais 11, lançadas até 1694. No prefácio dessa primeira coletânea, deixa bem clara suas intenções na constituição dos textos: "Sirvo-me de animais para instruir os homens."
Morre aos 73 anos sendo considerado o pai da fábula moderna. As narrativas de La Fontaine estão permeadas de pensamentos filosóficos com forte moralidade didática e, apesar de tão antigas, mantêm-se vivas até hoje.
Estudou teologia e direito em Paris, mas seu maior interesse sempre foi a literatura.
Banha-se na tradição de Esopo e Fedro com a publicação de As fábulas em 1668, tornando-se um grande fabulista. As fábulas,com o tempo, vão perdendo o tom folclórico e passam a acentuar o aspecto literário, tornando-se histórias de simples animais e conquistando definitivamente o gosto infantil.
La Fontaine banha-se na tradição de Esopo e Fedro tornando-se um grande fabulista.
"Acho que deveríamos colocar Esopo entre os grandes sábios de que a Grécia se orgulha, ele que ensinava a verdadeira sabedoria, e que a ensinava com muito mais arte que os que usam regras e definições".
Agostinha, Dyrcene,Priscila e Wanda alunas do sétimo período do curso de Pedagogia da Fae / Faculdade de Educação da UEMG.
" As palavras são importantes, mas o que vale é o exemplo." [Esopo ]